NO.1VAK se mantem no topo do ranking mundial

January 29th, 2012

O tênis atual vem apresentando grandes espetáculos. Antigamente, era raro uma partida ter um tie-break, mas hoje, as disputas são tão ferrenhas entre os grandes tenistas, que fica até difícil de acreditar no que vemos.

O duelo Djokovic x Nadal já é um clássico da história do tênis, mas a final do Australian Open foi histórica. Se a semifinal entre Djokovic e Murray já foi um grande espetáculo, a final seria ainda melhor. A curiosidade era grande para saber se Novak Djokovic estaria 100% fisicamente após atuar por quatro horas e 50 minutos contra o britânico Andy Murray, na semifinal, na última sexta-feira. Na final do domingo, Djokovic foi além dos seus limites. O sérvio superou o início ruim, em que parecia não estar totalmente bem fisicamente, e derrotou o espanhol Rafael Nadal pela sétima vez consecutiva de forma heróica.

A final foi a mais longa de todos os tempos. Os dois touros de enfrentaram por com cinco horas e 53 minutos. Com a vitória por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 6/4, 6/2, 6/7 (5-7) e 7/5, o número 1 do mundo conquistou o tricampeonato do Aberto da Austrália – no qual já havia triunfado em 2008 e 2011.

A partida também foi a final mais longa de todos os tempos em um Grand Slam. Em 1988, no Aberto dos Estados Unidos, o sueco Mats Wilander havia batido o checo naturalizado americano Ivan Lendl por 6/4, 4/6, 6/3, 5/7 e 6/4 em quatro horas e 54 minutos de bola em quadra.

O jogo

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Djokovic disparou 56 winners na partida e cometeu 69 erros não-forçados, enquanto Nadal encaixou 44 bolas vencedoras e cometeu 70 equívocos. O sérvio quebrou o saque do espanhol cinco vezes no jogo em dezesseis oportunidades, enquanto o espanhol aproveitou três das quatro chances que teve na partida. Eles disputaram incríveis 367 pontos na partida. Nole venceu 191 contra 176 do Nadal.

Um jogo tenso no primeiro set! Com os dois tenistas alternando erros de ataque em games muito longos. Nadal iniciou mais agressivo, teve alguns 0/30 e quebrou pra fazer 4/2 após salvar dois break-points. No game seguinte mais disputa acirrada até Nole devolver a desvantagem e se colocar com 5/4 a frente. Nadal conseguiu a quebra após erro do sérvio. O espanhol então abriu 40/15, desperdiçou duas chances, mas aplicou bom revés e bom saque vibrando com o 7/5 da primeira etapa após 1h20min.

No segundo set, uma quebra no terceiro game colocou o sérvio mais solto na partida e ele passou a dominar desde a devolução. Nole abriu 4/1 e foi ditando o ritmo e tendo set-point no 5/2 na devolução. Nadal salvou mais dois set-points e com duas ótimas paralelas e uma dupla-falta de Djokovic devolveu a quebra. O espanhol então serviu para igualar, mas tomou uma passada e depois cometeu a dupla-falta para perder a parcial por 6/4 após 1h06min.

No terceiro set, o sérvio saiu quebrando também no terceiro game e se aproveitou de bolas mais curtas e um jogo mais defensivo de Nadal para não deixar escapar vencendo por 6/2, após 45 minutos.

Nadal elevou o nível no quarto set e passou a ser mais agressivo, enquanto Djokovic ficou mais acuado aparentando certo cansaço. O jogo ficou tenso e mais equilibrado e começou a pegar fogo no oitavo game, quando Djokovic teve um 0/40 no saque de Nadal. Contudo, Rafa foi valente e disparou bons saques para empatar. Depois desse game, começou a chover em Melbourne, e a partida deu uma esfriada, sendo paralisada por 10 minutos. Na volta, os dois confirmaram seus serviços e levaram o set ao tie-break. Nadal começou melhor fazendo 3-1, mas Nole virou com 5-3, ficando a dois pontos do título. O espanhol se defendeu muito bem no fundo e virou com quatro pontos seguidos, fazendo 7-5 no desempate e vibrando muito com o empate, como se tivesse ganho a partida.

No quinto e decisivo set, Nadal começou melhor e mais confiante, confirmando fácil e pressionando os games de saque de Djokovic, até conseguir a quebra com contra-ataque no sexto game para fazer 4/2. Sacando com 30/15, Nadal teve uma bola muito fácil pra ter dois game-points, mas cometeu erro que lhe fez falta. Em seguida, Djokovic não se entregou, partiu para cima no game seguinte e devolveu a quebra com boa devolução na linha, empatando em 4/4.

Nadal salvou um break-point para confirmar em 5/4, mas Nole confirmou na sequência, agrediu na devolução, quebrou de novo no 11º game com erro de slice na rede do espanhol e sacou pro jogo. O sérvio abriu 30/0, teve smash fácil para chegar ao 40/0, mas errou. Nadal voltou ao game com 30/40, Djokovic salvou a chance e matou o jogo no primeiro match-point com winner de direita.
Agora, Djokovic já soma cinco Grand Slams na carreira, contra dez de Nadal. O sérvio, 24 anos, colecionou o terceiro seguido e tentará agora um feito que seus dois grandes rivais, o espanhol e o suíço Roger Federer, não conseguiram: ganhar os quatro maiores torneios do mundo de forma consecutiva. Para isso, precisa faturar Roland Garros, que começa em maio.


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